
O já saudoso escritor ubaense Rosalvo Braga (1944/2009), recebeu ontem (1º/ 10), durante o seu velório no salão do Sindicato Rural, além das manifestações de carinho, ternura e saudade de seus familiares e amigos ubaenses, uma homenagem muito significativa por parte de um grupo de amigos da cidade de Congonhas.
O sepultamento estava marcado para às 11h mas um telefonema fez com que seus familiares adiassem por alguns minutos mais o cortejo fúnebre até o Campo Santo Municipal, que veio a acontecer por volta das 12h30min.
Eram os seus amigos (escritores, poetas, carnavalescos, gestores culturais, professores entre outros) que estavam chegando de Congonhas para prestarem sua última homenagem a quem muito fez pela cultura de nossa histórica cidade mineira e “Patrimônio Cultural da Humanidade”. Ao chegarem pouco depois das 12 horas, pude presenciar uma bela homenagem ao nosso conterrâneo: o amor dos Congonhenses ao nosso saudoso Rosalvo Braga. Muitos não conseguiram segurar a emoção e as lágrimas untaram seus olhos ao ver seu amigo partir. Além das coroas de flores já enviadas, anteriormente, os representantes da cultura (em especial das Letras e do Carnaval de Congonhas) pediram autorização aos familiares para colocar a Bandeira do Município de Congonhas sobre o caixão, posto que nosso saudoso conterrâneo Rosalvo Braga era considerado “Cidadão Honorário de Congonhas”, desde 1995. (Decreto Legislativo 252/1995), concedido pela Câmara Municipal do município de Congonhas(MG).
Tive oportunidade de conversar com um membro da Academia de Ciências, Letras e Artes , bem como integrante do Conselho Municipal de Cultura para enriquecer uma matéria para o Gazeta Regjornal e pude constatar como era grande o amor dos Congonhenses pelo nosso saudoso conterrâneo. Ele me disse, entre outras palavras que: “… as letras, as artes, o teatro e as manifestações culturais populares, a exemplo do carnaval de Congonhas vão ficar mais triste e mais fraco sem a presença do Congonhense Honorário Rosalvo Braga…” Estima-se que a relação de amizade do ubaense com a cultura de Congonhas já existia há cerca de trinta anos e ao longo desses anos, Rosalvo pode deixar sua contribuição, entre outras ações culturais, na história da Escola de Samba Unidos da Jacuba, onde pode escrever samba-enredo e também resgatar a história da agremiação carnavalesca, publicando dois livros: “Jacuba, corpo e Alma” e “”Cachaça no Moro Encantado”.
Repito: esta última homenagem póstuma foi uma bela demonstração de amor dos cidadãos congonhenses ao amigo Rosalvo Braga Soares.
Nós Ubaenses não podemos deixar a memória de Rosalvo se dispersar na poeira do tempo. Seu corpo já descansa em paz em nossa morada eterna – a “na rua santo antônio sem número” - mas sua obra deve ser perpetuada por todos amigos da cultura ubaense.
Ubá, 02/10/2009
Levindo Barros.


Eu o conheci a minha vida toda., ou melhor, desde que passei a me conhecer por gente. Das bocas dos amigos congonhenses, melhor dizendo da família congonhense. Meu ídolo, pelo carnaval, pelo teatro, pelo livro, que tanto esperava a hora de vê-lo e pedir carinhosamente para escrever algo pra mim. Foi então num dia de festival de inverno aqui de Congonhas que eu ppude conhecê-lo, trocamo daí pra frente poucas palavras, mas é como se nosso espírito a muitos tempo já se conhecesse. De tudo e por tudo que meu Diretor e amigo Wenceslau coimbra relata sobre se grande amigo Rosalvo, e os amigos que ele deixou não só na Jacuba, mas ambém na Escola de Samba Império Praiano, a quem dedicou muito de seu tempo, por todas as palavras de que me disse um dia, quando eu lhe mostrei o meu sonho, o meu Muito obrigado.
Ele mesmo já disse, “as pessoas não morrem, ficam encantadas”.
Valeu Rosalvo…